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sexta-feira, 16 de março de 2012

Parabéns, São Sebastião

Parabéns, São Sebastião, pelo seus 376 anos em 16 de março!
Com mais de três séculos, São Sebastião é uma cidade que guarda os segredos da colonização portuguesa, da cultura indígena (primeiros habitantes), do povo caiçara e de muitos turistas que frequentam a cidade, suas belas praias e exuberante natureza.
São SebastiãoRM Vale: subregião Litoral Norte
Aniversário: 
16/03/1636
Padoreiro: 
São Sebastião (20/01)
Idade: 
376 anos (em 2012)
Antes da chegada dos portugueses, os índios Tupinambás (ao norte) e os Tupiniquins (ao sul) eram senhores da região, tendo como divisa de seu território a Serra de Boiçucanga.
América Vespúcio chegou à ilha em 20 de janeiro de 1502, dia de São Sebastião.
Este é o motivo do seu nome.
No entanto, a ocupação portuguesa só ocorreu com a divisão do território brasileiro em Capitanias Hereditárias.
Os sesmeiros que iniciaram a povoação foram: Diogo de Unhate, Diogo Dias, João de Abreu, Gonçalo Pedroso e Francisco de Escobar Ortiz.
Os engenhos de cana de açúcar eram os responsáveis pelo desenvolvimento econômico da região, o que possibilitou a emancipação político-administrativa de São Sebastião em 1636, que passou a ser baseado também no café, fumo e pesca da baleia.
O porto foi utilizado para o transporte de mercadores e do ouro mineiro, além de ter sido palco de piratas e contrabandistas.
Já na metade do século XIX a região tinha fazendas que produziam 86 mil arrobas de café pelos mais de dois mil escravos.
Com a abolição da escravatura e a abertura da ferrovia Santos-São Paulo, a economia sebastianense entrou em declínio.
Passa, portanto, a predominar a pesca artesanal e a agricultura de subsistência com pequenas roças de mandioca, feijão e milho – o que predomina até os dias de hoje nas comunidades caiçaras.
A implantação de infra-estrutura portuária chegou nos anos 40 e vinte anos após a Petrobrás instalou seu Terminal Marítimo Almirante Barroso (TEBAR).
Seu foco no turismo ocorreu nos anos 70 com a rodovia Rio-Santos que proporcionou a redescoberta do município como destino turístico. A cidade orgulha-se de trabalhar o turismo de maneira controlada e ecológica.
Dona de belezas naturais, São Sebastião conta com mais de 30 praias, cachoeiras, trilhas, águas claras, formações naturais e florestas com fácil acesso e grande diversidade de atrativos.
O ecoturismo é uma das opções para conhecer os ecossistemas da Mata Atlântica, Serra do Mar e da Zona Costeira, pois há uma grande diversidade ecológica que possibilita a prática do ecoturismo.
As trilhas são supervisionadas por órgãos que garantem a preservação ambienta.
Além, das 33 praias e de suas ilhas – um verdadeiro patrimônio aquático – os turistas podem visitar o patrimônio histórico da cidade e apreciar os museus, igrejas, centros históricos e artesanatos.
Os esportes náuticos, de aventura ou convencionais também se apresentam como opção turística.
Praias Maresias - Foto: Celso Moraes

Conhecendo as ilhas
O Arquipélago de Alcatrazes é comparado a Abrolhos (a 45 km do porto de São Sebastião) é um santuário que abria aves marinhas na época da reprodução, dentre os quais as “baleias-de-bryde”, orcas, golfinhos e tartarugas.
Há a ilha principal e outras menores: ilhas da Sapata, do Paredão, do Porto e do Sul; também há quatro ilhotas que não tem denominação.
Ilha Montão de Trigo (a 14 km do continente) é onde vivem as comunidades caiçaras no litoral.
Fica entre a enseada de Bertioga e o canal de São Sebastião.
Na ilha não há praia e o desembarque é feito por uma ponte rudimentar sobre as pedras.
Segundo lendas marítimas, seus habitantes seriam descendentes dos sobreviventes de um naufrágio, ocorrido há mais de três séculos. A ilha é muito visitada por surfistas e mergulhadores.
Praia Cambury - Pôr do Sol - Foto: PMSS
                                                     
As Ilhas (a 1,5 km da praia de Barra do Sahy, Juquehy e Barra do Uma).
Seu nome é devido a três elevações dando a impressão, de longe, de serem independentes, mas na verdade é apenas uma ilha com duas praias de areias brancas e finas e águas transparentes e calmas.
Nela podem ser avistados golfinhos, tartarugas e cardumes de peixes coloridos.
É o point dos navegantes.
Ilhas da Couves
Seu acesso é feito do continente por embarcações que partem da Barra do Una, Juquehy, Boiçucanga e Barra do Sahy.
Pelo mar avista-se a Toca da Velha, uma pequena caverna escavada pelo mar numa rocha de dez metros de altura.
É muito procurada por mergulhadores devido aos seus paredões que impedem a aproximação de grandes embarcações.

Ilhas dos GatosA praia que dá acesso à ilha foi criada artificialmente pela explosão das pedras costeiras para uso na construção da mansão, hoje em ruínas.
Para chegar até a ilha, pequenas embarcações e alguns barcos fazem a travessia, com partida das praias de Boiçucanga, Juquehy, Barra do Sahy e Barra do Una.

Ilhas de Toque-Toque Grande e Toque-toque pequeno
Do norte ao sul, a Ilha de Toque-Toque Grande é a primeira depois de Ilhabela, e localiza-se em frente à praia homônima. O local é procurado pelos mergulhadores.
A Ilha de Toque-Toque Pequeno, mais ao sul, é menor, lembra uma tartaruga quando vista da praia de Santiago.

Pousada Garoupas
Pousada Garoupas
Agradecemos à Pousada Garoupas que nos prestou algumas informações e enviou fotos da cidade.
A pousada possui 26 apartamentos com ar condicionado, ventilador de teto, banheiro privativo, televisão e alguns com frigobar.
Há conexão wi-fi grátis.
O turista ainda pode contratar serviços de lavandeira e aluguel de cadeiras, guarda-sol e toalhas de praia.



Conhecendo o Patrimônio Histórico da CidadeSão sete quarteirões e oito edifícios tombados no centro da cidade, em 1969.
Dentre as quais se encontram a Igreja Matriz, a Casa de Câmara a Cadeia e a Casa Esperança.
Rua da Praia - Foto: Luciano Vieira PMSS

Igreja Matriz
Foi construída no século XVII com pedra e cal.
O aspecto atual provém das obras concluídas em 1819.
O prédio passou por várias reformas sendo a última em 2001, que devolveu as características da influência jesuítica.
Casa de Câmara e CadeiaA Casa de Câmara e Cadeia acompanha as características da arquitetura do século XVII
A Casa EsperançaÉ a construção histórica mais nobre do município, feita em pedra e cal, com argamassa de conchas, areia e óleo de baleia.
Foi tombada , em 1955, pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
As pedras que ornam as esquadrias vieram prontas de Portugal.
Ao seu lado, está o prédio da Secretaria de Cultura e Turismo que foi construído no século XIX e que foi a primeira escola pública do município.
Um pouco mais adiante está o sobrado do antigo Hotel Praia, uma construção do século XVIII com ornamentação típica da virada daquele século.
A capela São Gonçalo foi construída no século XVII foi construída em pedra assentada sobre barro e piso de terra batida.
Hoje abriga o Museu de Arte Sacra.
Fora do centro da cidade se encontram o Convento de Nossa Senhora do Amparo (1664) e a Fazenda Santana (1743), um exemplar do engenho açucareiro da região.

Matéria produzida em parceria com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Sebastião e a Pousada Garoupas.

Antonia Alves
Editora do Portal RM Vale

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